Marizete Furbino
Sexta, 31 de Outubro de 2008
Toda reforma interior e toda mudança para melhor dependem exclusivamente da
aplicação do nosso próprio esforço. (Immanuel Kant)
Sabe-se que desde a década de 90 percebeu-se que o fácil e direto acesso aos
gestores rendia frutos valiosos para a empresa, pois, os colaboradores atuavam
com mais empenho, mais envolvimento e comprometimento, realizando a troca de
informações e somando conhecimentos. Como conseqüência, gestores inteligentes
adotaram como estratégia a eliminação de quaisquer obstáculos que porventura
viessem a interferir em todo processo organizacional, tomando medidas drásticas
e arrojadas, tais como, derrubar portas e paredes, deixando-as extremamente
livres ao ambiente de trabalho.
Desta forma, ficam para trás as organizações recheadas de salas
compartimentadas, cheias de divisórias e entram em cena as salas enormes, com
ambiente fresco, claro e agradável, onde todos os departamentos executam suas
atividades. Com isso se compartilha, não somente os conhecimentos, habilidades e
atitudes, mas compartilha-se também o ambiente, que é um só, onde todos ouvem as
conversas de todos e aprendem a cuidar de suas próprias vidas, sendo forçados a
deixar para trás a vida alheia, assim como as famosas “fofocas”.
Nesta era, torna-se primordial primar pela soma. Temos que sempre somar para
ganhar; pensando assim, a hierarquia fica apenas no papel, pois, o gestor desce
do “pedestal” e passa a ser mais parceiro dos colaboradores, passando a estar no
meio de todos sempre, chegando até mesmo a dividir a sua mesa com um subordinado
se preciso for, pois, têm claro em sua mente as idéias de soma,
descentralização, compartilhamento e parceria.
Percebe-se que o individualismo, assim como o “engessamento” na maneira de
gerenciar uma organização, bem como o status de poder, obscurecia os
colaboradores, dificultando que enxergassem a visão, a missão e o negócio da
organização. Quando se adota esta organização sem paredes, isto tudo fica para
trás, uma vez que barreiras advindas da existência da estrutura física deixam de
existir, passando a reinar a união, colaboração, a cooperação, a soma, e assim,
toda a cultura da organização passa a ter uma nova visão.
De qualquer modo, nota-se que a equipe tem maior probabilidade de trabalhar de
forma mais harmoniosa e integrada, onde o bem-estar fica evidente, prevalecendo,
além do clima organizacional, relações interpessoais que corroboram com uma boa
produtividade, ficando visível, tanto aos olhos dos clientes internos, quanto
aos olhos dos clientes externos esse bem-estar.
É de se observar que forçadamente ocorre uma reeducação dos colaboradores que
têm alguns hábitos considerados inadequados. Com tais medidas estes deixam de
lados atos prejudiciais ao desenvolvimento das atribuições, como por exemplo,
atos de insubordinação, impaciência, nervosismo, falta de educação, “fofocas”, o
falar mal do outro, o falar alto demais, dar risadas escandalosas, utilizar
material do escritório para fins pessoais. Neste sentido, os colaboradores
aprendem a conviver naquele mesmo ambiente, de forma a descobrir e a respeitar
os limites de privacidade, aprendendo em meio a tantos colaboradores e a tantos
departamentos que estão agora integrados de forma geográfica. Aprendem ainda a
controlar seus impulsos, a aumentar seu poder de concentração, mantendo sempre o
foco, o que permite maior rendimento, e por conseqüência, maior produtividade
advinda da eficiência e eficácia em suas ações.
Importante salientar que a questão que tanto preocupa o administrador, que é
minimizar tempo e custo, assim como maximizar resultado, fica resolvida. Com o
escritório “aberto e sem paredes”, tudo fica transparente, pois, os
colaboradores passam a aproveitar melhor o seu tempo, chegando até a
envergonharem-se de ficar ociosos em meio a tantos ocupados, minimizando
conversas improdutivas e procurando a produzir sempre atendendo às reais
necessidades da organização, adequando seu próprio ritmo e compromisso atrelados
aos resultados.
Somados a isso, a organização, para derrubar portas e paredes, deve
primeiramente realizar um projeto para tal, pois mudará todo layout do imóvel,
“reorganizando toda a organização”. Assim, deverá pensar não apenas na
proximidade dos departamentos, mas também em como preparar os colaboradores para
atuarem e conviverem de forma integrada, de forma a respeitar a privacidade do
outro, pois de nada adianta derrubar paredes e portas se a concepção da própria
organização de visão, missão e negócio permanecem da forma antiga.
Em todo esse processo torna-se imprescindível a opinião dos colaboradores no que
tange a sugestões quanto às mudanças a serem realizadas, sendo que isso
contribui para o sucesso da implementação de todo esse processo.
Pensando assim, fica claro que não apenas a estrutura física deve ser mudada,
como também a estrutura organizacional. Nessa óptica, enfatiza-se que todos os
envolvidos no processo organizacional devem ter conhecimento da visão, missão e
do negócio da organização, mudando também a postura. Portanto, é de suma
importância que cada colaborador sinta-se parte da organização, sinta-se
valorizado, e a tal ponto que possa então entregar e a “mergulhar” de fato no
trabalho da organização em prol do seu negócio.
O que se nota também é que os problemas e entraves surgidos são resolvidos de
forma mais rápida, pois, devido o contato ser intenso e de forma constante,
todos se voltam para o mesmo, em busca de uma rápida solução, o que é
extremamente importante e estratégico nos dias de hoje.
De um lado, é importante perceber que quando o ambiente organizacional é o mesmo
para todos os departamentos, sem paredes, o administrador possui maior chance de
realmente conhecer quem de fato trabalha, se envolve e se compromete com a
organização, minimizando o risco de ser injusto no que tange à valorização e à
avaliação do desempenho.
De outro lado, é importante lembrar que o administrador não deve jamais
subestimar seus colaboradores, deixando de forma clara para os mesmos o que a
organização espera deles, bem como suas responsabilidades, acreditando e
confiando sempre nos mesmos.
Concluindo, a burocracia interna nesse tipo de ambiente organizacional deixa de
imperar, e todos os colaboradores passam a aprender a não ficar dependente dela,
o que contribui efetivamente para o desenrolar das tarefas de forma mais rápida,
pois os entraves da famosa “espera”deixa de existir, pondo as relações de
trabalho em xeque.
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Marizete Furbino
Quinta, 4 de Setembro de 2008
“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas"
Antoine de Saint-Exupéry
É sabido que todo cuidado predispõe de afeto, apreço e principalmente do querer.
É essa vontade que se torna sede insaciável e que impulsiona o agir em prol da
mudança necessária para que se consuma de fato o cuidado.
Interessante notar que somente sabemos cuidar do outro e/ou da empresa em que
atuamos, se aprendermos a cuidar primeiro de nós mesmos.
Torna-se necessário repensar o cuidado que cada colaborador tem e/ou deveria ter
para com a sua empresa. É bem verdade que, quando amamos, além de preocuparmos
com, cuidamos de, e isto faz toda a diferença dentro da empresa em que atuamos.
É preciso que fiquemos “antenados” com relação às relações interpessoais; ter
respeito e afeto pelo colega de profissão é fator indispensável para que
consigamos um ambiente onde prevaleça a harmonia entre os participantes e como
conseqüência a conquista e o alcance da tão esperada produtividade, eficiência e
eficácia.
O cuidado e o zelo pela empresa por onde você atua denota amor, carinho e
significado, e isto faz todo um diferencial, uma vez que o resultado advém do
cuidado. Criar e implementar essa cultura dentro da empresa torna-se
imprescindível.
A parceria e a cumplicidade são dois grandes pilares que dão sustentação ao
cuidado, e estas variáveis, quando entrelaçadas, produzem um só resultado:
sucesso, sucesso e sucesso, já que quando se tem parceria e cumplicidade, existe
dedicação, paixão, amor, zelo, cuidado, responsabilidade, comprometimento e
envolvimento no que se propõe a fazer.
Sabendo-se que o mercado, neste terceiro milênio, encontra-se cada vez mais
exigente, torna-se de suma importância repensar nossos valores, comportamentos e
atitudes, diante de tudo, diante de todos, uma vez que os mesmos é que definirão
nossa sobrevivência no mercado. Na era em que vivemos, além do conhecimento
técnico e talento, valorizam-se muito as habilidades e as atitudes dos
profissionais.
Importante salientar que, em meio a este processo, fazer o marketing interno da
empresa é essencial, pois, através deste, todos os envolvidos terão conhecimento
da missão e visão organizacional, anseios e necessidades da empresa, e a partir
daí, poderão somar forças, talentos, habilidades e conhecimentos, se
interagindo, se inter-relacionando e se integrando, em prol dos resultados
desejados.
Neste contexto, é importante ressaltar que, quando amamos o que fazemos, além de
sentirmos imensa responsabilidade em cuidar e zelar pelo que nos propusemos a
fazer, lutamos pela melhoria contínua, sobrevivência e ascensão da empresa em
que estamos inseridos; portanto, querer cuidar, torna-se fundamental .
Assim sendo, quando se cuida da empresa, além das atribuições serem
desenvolvidas de forma exímia, agrega-se valor ao que se faz, e por
conseqüência, conquista-se maior “fatia” do mercado, permitindo assim que a
empresa, em meio a tanta competitividade, se solidifique.
Uma empresa que zela pelo cuidado, conduz o colaborador a atender às reais
necessidades e expectativas da mesma, tendo como base os valores e princípios a
serem zelados e disseminados; por conseguinte, isso leva a uma maior
produtividade e melhor tomada de decisão, uma vez que está imbricado em todo o
processo organizacional.
Nessa mesma linha de discussão percebe-se que, implantado essa cultura, a
empresa só tende a ganhar, pois criará um ambiente de trabalho diferenciado. É
esse ambiente que irá propiciar os colaboradores a terem harmonia e a atuarem
com motivação, preocupando-se muito quanto aos seus comportamentos e atitudes,
zelando sempre pela confiança, transparência, honestidade, ética, sinceridade,
companheirismo, cumplicidade, amor, comprometimento e envolvimento, que somados
com talentos, habilidades e conhecimentos, levarão a empresa a liderar o ranking
no que tange ao seu segmento no mercado.
Nota-se que a empresa que cuida, zela pelo colaborador, importando-se com suas
necessidades e expectativas. Com essa diretriz ela investe, valoriza, capacita e
cuida para manter os seus pilares, pois os reconhece como sendo seu maior ativo
intangível, que além de contribuir para o desenvolvimento e crescimento da
empresa, contribui para sua ascensão e permanência no mercado; assim, valoriza
os seus talentos, evitando-se desta forma a migração de seus grandes
profissionais para outras empresas após tanto investimento.
Definir a política, bem como a cultura organizacional, tendo a preocupação de
cuidar bem das pessoas, constitui uma das atribuições do Departamento de
Recursos Humanos que, através de sua competência, irá assessorar os demais
departamentos, desempenhando de forma exímia assessoria, conduzindo assim a
empresa ao desenvolvimento e crescimento.
Finalmente, é necessário conscientizar-se que a empresa é composta por pessoas,
e são elas seu precioso patrimônio; portanto, cuidar das pessoas que fazem parte
da empresa é mais do que uma obrigação, pois, quando se cuida, tem-se
colaboradores satisfeitos, maior produtividade, maior qualidade, maior
criatividade, maior envolvimento e comprometimento, o que gerará o rebento
denominado sucesso.
Ainda é prudente acrescentar que os colaboradores devem atender às reais
expectativas e necessidades da empresa, pois não existe espaço no mercado para o
funcionário ser mais ou menos; então, é preciso conscientizar-se que em meio a
tanta competitividade o colaborador deve fazer seu diferencial na empresa onde
atua, pois, se não executar suas atribuições de maneira exímia, poderá ser
esmagado pelo mercado em um curto período de tempo, sofrendo na pele todas as
conseqüências possíveis.
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Rafael M. Menshhein
Sabado, 12 de Julho de 2008
Diariamente as empresas lidam com inúmeras variáveis, condições adversas que são
transformadas em oportunidades ou que, para algumas empresas, são mais
problemas, mas aprender todos os dias é fundamental para todas as pessoas, assim
como as empresas que procuram oferecer o seu melhor aos consumidores.
Existem situações onde o controle das variáveis não cabe à organização, como a
variação climática, e que podem trazer uma grande oportunidade para
aprender.
Logicamente poucas empresas conseguem entender as vantagens de integrar as áreas
e então oferecer as melhores soluções para seus clientes, assim como podem, em
conjunto, encontrar as respostas mais facilmente e planejar suas ações.
Desta forma os cenários podem mudar inesperadamente, mas uma empresa bem
preparada sempre terá conhecimento sobre as variáveis que podem ser encontradas,
mesmo que não haja um uso efetivo de uma informação naquele momento, mas a
empresa se preparou para enfrentar o suposto problema.
Talvez seja interessante estudar as experiências anteriores, rever os históricos
e então começar a planejar, pois muitas informações podem estar guardadas em
bancos de dados e apenas um seleto grupo as conhece, o que exige que uma nova
pesquisa seja realizada, e então entra em ação a crença de que a empresa perdeu
tempo ao refazer uma pesquisa, algo que não é real, pois ninguém é dono do
tempo, não pode adiantá-lo ou pará-lo, mas deve aproveitá-lo da melhor forma
possível.
Diante dos desafios de lidar com mudanças repentinas é que se percebe a
capacidade da organização em transformar seus problemas ou dificuldades em
oportunidades, as melhores sempre enxergam o lado positivo e encontram uma
solução, as demais ficam procurando problemas e esquecem de encontrar uma saída,
e então passam a culpar o mercado pela sua situação.
O mais importante é uma empresa estar preparada para encarar todos os desafios,
estar alinhada com o seu tempo e ouvir seus clientes, pois sem clientes não há
razão para a empresa existir.
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Fernando Gomiero
Domingo, 18 de Maio de 2008
Há várias empresas no mercado, que adotam a política de manter em seus quadros
parentes como pais, irmãos, filhos e netos. Elas retêm o controle, de geração em
geração, nas mãos dos seus, mas não raras vezes utilizando pessoas sem o
perfil ou despreparadas para os cargos de direção e liderança que ocupam.
Conclusão: Maus resultados e lucros pouco animadores. Ou até mesmo a bancarrota.
É claro, não se pode negar as evidências. Existem vários casos de empresas
"familiares" bem sucedidas, sem que para isso tivessem de abrir mão da
manutenção de familiares nos cargos estratégicos.
Então também não se pode afirmar que o fracasso de empresas comandadas por
parentes é uma regra no mercado. Ocorre porém, que o leque de opções para a
escolha de candidatos a cargos de direção, fora da família é infinitamente maior
do que dentro dela. E sem envolvimento emocional para atrapalhar, o risco de
erro será sempre menor.
Por isso, o empresário que adotar o modelo deverá estar sempre atento e
cercar-se de alguns cuidados para não cometer os mesmos erros das empresas que
fracassaram. Veja os tópicos mais importantes:
1. Não permitir que se misturem questões e interesses pessoais com os
assuntos profissionais. Principalmente aqueles que envolvem brigas, rusgas,
intrigas e preferências entre os familiares, que fatalmente irão interferir no
ambiente de trabalho, gerando animosidade, desmotivação e até mesmo inimigos
dentro da organização. O que, além de tudo, poderá resultar na divisão da
empresa por vários comandos rivais;
2. Jamais privilegiar alguém em detrimento de outrem, apenas porque aquele
alguém é da família. É preciso muita luta, transparência, comprometimento e
capacidade administrativa para merecer uma promoção. Todos devem ser tratados
com isonomia, sob pena de ocorrerem os mesmos problemas citados no item
anterior;
3. Não permitir em hipótese alguma confusões entre finanças da empresa e
finanças pessoais, em todos os níveis da organização. Pode virar rotina e
descambar para uma situação incontrolável;
4. Ficar atento para os pareceres dos consultores, dos sucessores e de outras
pessoas com cargo de direção ou que pelo menos façam parte do conselho de
administração, sem pertencerem à família, pois opiniões despojadas de outros
interesses são as mais claras e saudáveis. Devem ser bem-vindas;
5. Impor a obrigatoriedade de condutas e comportamentos condizentes com a
ética da moral e dos bons costumes. Pessoas gananciosas e prepotentes, da
família ou não, que tem o hábito de utilizar méritos de outras, apoderando-se da
autoria de uma boa idéia ou de um trabalho bem executado, por exemplo, ou de
pisar nos colegas para atingir seus objetivos profissionais não devem jamais ser
mantidas entre aqueles que lutam com lisura, competência e dedicação para
merecer uma promoção;
6. Aceitar o fato de que, numa empresa tipicamente familiar, seja por
deficiência técnica, por doença, por razões particulares ou por outro
impedimento qualquer, pessoas que hoje ocupam cargos estratégicos, algum dia
poderão não estar lá e também não existirem sucessores à altura dentro da
família. Isso quer dizer que, com o decorrer do tempo, a empresa pode
precisar de reforços fora da família e, assim, desencadear um processo de perda
da sua identidade de estrutura familiar. Porém não a estrutura organizacional, a
eficiência e a eficácia, desde que seus dirigentes sejam previdentes e
observadores, a fim de identificar deficiências, não só entre os membros
atuantes da família, mas também da população de possíveis sucessores, e quais
"estranhos" de dentro da empresa podem ser preparados para assumir em caso de
necessidade. Ou seja, antes que comece a acontecer é melhor estar preparado com
pessoas qualificadas e com os perfis requeridos para os cargos.
Sem outras considerações, a conclusão que fica é a seguinte: empresas familiares
ou não, o fato é que para serem bem sucedidas no mundo dos negócios, todas elas
devem escolher seus "homens" de confiança sem qualquer envolvimento emocional,
pelo menos para os chamados cargos estratégicos. E uma escolha com isenção total
de envolvimento emocional só poderá ser feita por pessoas de fora, quem sabe até
por executivos de outras empresas. Não concorrentes, é claro. Vale a pena
tentar!
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Bruno Soalheiro
Quinta, 15 de Maio de 2008
O chamado "planejamento estratégico" que é praticado por muitas
organizações no sentido de se posicionarem melhor no ambiente competitivo,
aborda vários pontos relevantes e determinantes para o sucesso organizacional
hoje em dia. Um destes pontos é a chamada "Visão", que consiste em se projetar
um ideal de futuro que sirva como propósito inspirador e motivador para as
pessoas na empresa.
Da mesma forma, no planejamento estratégico pessoal, realizado
individualmente, a Visão assume importância fundamental como suporte à
caminhada, ajudando-nos a manter o ânimo frente aos obstáculos e dificuldades.
Criar uma boa visão ajuda muito, mas é preciso saber fazer dela um alimento útil
à alma para que realmente funcione.
Neste breve artigo quero compartilhar com você algumas sugestões para que sua
"Visão de futuro" não seja apenas uma frase no papel, e possa verdadeiramente
permear seu cotidiano e alimentá-lo para a jornada de cada dia.
1 - Muito cuidado e carinho ao criar sua visão
O objetivo da Visão dentro de um planejamento, seja na empresa ou na vida
pessoal, é expressar de maneira clara e inspiradora aquilo que legitimamente se
quer alcançar. Cuidado para não confundir suas expectativas com a dos outros, ou
as "da moda".
Elaborar sua visão deve ser um exercício de sincera auto-investigação,
procurando se desvencilhar de influências tendenciosas que possam levá-lo a
pensar de maneira "leviana". Sua Visão é você no futuro, aonde quer chegar, para
onde aponta seu coração verdadeiramente. Portanto, seja sincero!
2 - Procure construí-la em linguagem agradável e emocional
A Visão em um planejamento estratégico não é necessariamente forte por causa de
seu apelo lógico e descritivo, e sim por seu apelo emocional e comportamental. É
paixão! Sua visão tem que fazer sentido para você e te fazer brilhar os olhos.
Não há uma forma absoluta ou "correta" de escrevê-la, o importante é criar uma
frase que realmente o inspire. Vale criar um slogan, um grito de guerra ou até
uma poesia. O importante é traçar um panorama que faça seu coração bater mais
forte e que sirva de norteador de suas ações.
3 - Alimente-se dela constantemente
De nada adianta a visão ser linda e maravilhosa se você deixá-la na gaveta ou no
Word. Visão é alimento que motiva! Se possível coloque-a em um lugar bem à
vista, para que possa sempre se lembrar dela. Vale colar num mural e ir
acrescentando ao lado imagens ou fotos que estejam relacionados a ela. O
importante é que passe a fazer parte de você intrinsecamente, de forma plena e
natural. Manter a "chama" acesa é a chave para não desanimar diante das
dificuldades.
4 - Busque inspiração nos outros
Algumas figuras históricas e personagens do passado e presente podem ser ótimos
exemplos e fontes de inspiração. Napoleão, Mandela, Ghandi, Jesus, Alexandre e
outros, são exemplos de pessoas que criaram uma visão e com ela produziram
mudanças de proporções históricas. Tudo bem que você talvez não queira mudar o
mundo, mas é altamente estimulante conhecer os desafios e agruras pelos quais
muitos homens passaram, e superaram graças à força de sua visão. Bibliografias
de grandes nomes ou mesmo investigações na web sobre pessoas de Visão já adianta
bastante. Acredite isto é alimento para você.
5 - Esteja aberto a adaptações
O equilíbrio entre a rigidez e a flexibilidade é que vai permitir ter jogo de
cintura nas viradas da vida. O fato de você ter criado sua Visão não deve
impedir que esteja sempre aberto reavaliá-la segundo as contingências e
acontecimentos. Muitas vezes sua rota será alterada um pouco, ou até
drasticamente, e é importante que você esteja aberto a rever seu caminho desde
que, é claro, preserve sempre a essência de suas realizações. Entender isto é um
grande passo para se manter firme na caminhada.
Enfim, estas são dicas simples e estão muito longe de esgotar o assunto. E
embora possamos ter uma leve noção do que é a Visão a partir deste artigo, o bom
mesmo seria compreendê-la contextualmente dentro de um planejamento maior, para
que possa estar amarrada a ações e outras ferramentas que levarão à sua
realização.
Lembre-se de que o mundo de hoje é baseado em uma feroz competição no ambiente
profissional e até mesmo na vida pessoal. Independente de você querer se tornar
um grande executivo ou apenas levar uma vida confortável e prazerosa,
planejar-se pode aumentar imensamente suas chances de conseguir o que quer que
seu coração deseje. Portanto, planeje!
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