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O papel da tecnologia dentro da Organização

Friday, 25 de July de 2008
Uma organização é o conjunto de pessoas e de tecnologia que, de forma intencional, trabalham para atingir um determinado objetivo. Dentro desta definição, podemos dizer que a empresa é uma organização, cujo objetivo principal é gerar lucros. Mas também podemos considerar como sendo organizações um departamento, uma divisão e até um determinado grupo de trabalho dentro de uma empresa maior. Uma organização também é um sistema, cujas entradas são constituídas por pessoas, dinheiro e materiais, sendo que as saídas mostram o fim ao qual o sistema se propõe como serviços educacionais, bens de consumo, roupas e informação. Dentro de todo esse processo, temos a transformação dos recursos disponíveis em lucro, que ajuda a assegurar que a organização continue com suas operações. Assim, podemos afirmar que toda empresa, sendo um sistema que é conceituado como organização, possui três partes básicas: pessoas, tarefas e administração.

As empresas não existem isoladas umas das outras, e para existirem dependem de vários elementos externos, como seus fornecedores e clientes. Toda organização está inserida dentro de um ambiente, e interage com as diversas forças presentes no mesmo, sofrendo as influências das mesmas e, por sua vez, exercendo ela própria determinada força sobre todo o ambiente.

Por fim, temos no cerne de toda organização a sua atividade e sua tecnologia, representada pelo conhecimento desenvolvido através do tempo, pelos métodos e fluxo de trabalho e pelos equipamentos, utilizados para processar essa tecnologia. A atividade pode ser qualquer uma, e mostra a função que a organização desempenha para existir, como processos governamentais, fabricação de carros, limpeza pública, administração de informações. Todos os dias surgem necessidades que justificam o desenvolvimento de uma nova atividade ou até a combinação de várias destas em busca de um determinado resultado. Mas, uma vez que uma organização surge com a proposta de cumprir uma dada atividade e utilizar determinada tecnologia, ela irá mudar a forma como todo o ambiente em que atua de forma decisiva. A tecnologia define o tipo de empregos que são ofertados no mercado de trabalho e as conseqüentes oportunidades profissionais, bem como o comportamento dos grupos que se desenvolvem para suprir as necessidades das empresas e nas práticas administrativas adotadas pelas mesmas.

Quando tentamos entender os fatores que determinam as boas práticas administrativas, devemos levar em consideração todo esse conjunto de elementos, sendo que o conhecimento da tecnologia utilizada por uma organização e a forma como esta impacta nas empresas é fundamental para estabelecer sua real situação dentro do ambiente. A tecnologia usada determina desde o clima de relacionamento dentro da empresa até seu planejamento estratégico, e o conhecimento da mesma é um ponto fundamental na hora de iniciar um novo negócio ou expandi-lo. A tecnologia não tem sido vista ou compreendida adequadamente pelas empresas e seus gestores, apesar de ser decisiva para o planejamento estratégico. Na verdade, determiná-la corretamente é a primeira coisa que devemos fazer no momento de entender ou criar uma empresa.

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COMO SE AUTOMOTIVAR

Wednesday, 23 de July de 2008
Primeiramente vamos compreender um pouco melhor a diferença entre motivação e automotivação. Conforme descrevi em meu artigo intitulado ""Motivação ou Automotivação?" e também em sua versão ampliada "Motivação ou Automotivação? A escolha é sua!", a diferença entre motivação e automotivação ficou explicitada em uma simples frase: "motivar é mover e automotivar é avançar".

Para entender melhor, vamos imaginar uma roda d'água. Este equipamento secular foi desenvolvido para que, através da força da queda da água (desviada) sobre suas pás fizesse com que ela girasse, produzindo força suficiente para moer grãos, gerando energia ou mesmo bombear a água para outros locais etc.

A roda d'água é como uma pessoa que está sendo motivada, ou seja, precisa de uma força externa (força da água) para que possa se movimentar e realizar a tarefa para a qual foi desenvolvida.

Poderíamos comparar a pessoa automotivada a um rio, seja pequeno, grande, largo ou estreito, pois sempre poderá proporcionar auxílio aos que precisarem dele. Mesmo tendo sua origem em uma pequena nascente acredita na possibilidade de crescer e percorre todo o trajeto, aumentando, vencendo grandes distâncias, sofrendo durante as secas, evoluindo no período das enchentes, mas sempre disposto a oferecer alimento, transporte, vida e possibilidade de desenvolvimento àqueles que necessitarem dele.

Como então, podemos nos manter automotivados?

Acreditando em nosso potencial e habilidades. Criando oportunidades de melhoria para nosso sucesso profissional e de todos que estão a nossa volta. Acreditar no próprio sucesso é se presentear com a esperança e alimentar sua determinação.

Realizando um excelente planejamento das atividades e projetos durante todas as experiências adquiridas, e saber que erros poderão ocorrer, mas não serão responsáveis pela desistência e sim por novas formas de aprendizado. Correr riscos planejados faz parte de nosso aprendizado e errar eventualmente é saudável para que possamos descobrir diferentes formas de fazer ainda melhor.

Fazer o que se gosta, seja em forma de lazer ou trabalho, aceitar que possui defeitos que poderão ser minimizados mas também reconhecer as excelentes qualidades, muitas vezes desconhecidas por você mesmo. O êxito profissional nos motiva a continuar buscando maiores desafios, realizações e dividir as vitórias com aqueles que reconhecem nosso valor.

Identificar, compreender e respeitar as diferenças entre as pessoas com as quais se relaciona e construir assim um relacionamento agradável e flexível. A satisfação existente em um relacionamento nos motiva a manter a alegria e bem estar e a querer conviver com mais pessoas para poder contagiá-las positivamente e transformar suas vidas.

Para manter sua automotivação permanente, você precisa então ser como um rio. Ter determinação, saber muito bem aonde pretende chegar e ter força e disposição para avançar permanentemente e mover muitas rodas d'àgua.

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Tenha disponibilidade

Tuesday, 22 de July de 2008
Um ditado popular nos traz a mensagem: "A pressa é inimiga da perfeição." E, a cada dia dentro das organizações ele é colocado à prova. Ora nos é cobrado a urgência, ora nos é cobrado a perfeição. Com isto, muitas vezes nos vemos buscando a perfeição, mas sem tirar o senso de urgência. Durante algum tempo parece que há certa afinidade entre os dois extremos. Porém, o ditado popular prevalece e acabamos desorientados quanto às ações que devemos manter. É do ser humano a busca pela perfeição. É do modelo de administração atual o senso de urgência. Se por um lado a perfeição nos orienta para a melhoria em tempo integral, por outro, o senso de urgência nos orienta para a produtividade e para a prontidão. E a prontidão está intimamente relacionada com a disponibilidade. Com isto, devemos nos re-orientar: nem perfeição, nem urgência e sim a disponibilidade e prontidão.

É importante que tenhamos um equilíbrio em nossas ações profissionais. Se no dia a dia somos cobrados para a urgência, mas avaliados pela perfeição devemos buscar um caminho intermediário. Um fato colabora para esta ação: sempre que nossos clientes (internos ou externos) requerem algo de nós imediatamente colocam expectativas aos quais devemos satisfazer. A ansiedade por uma resposta tem início e se estabelece. Se respondermos de imediato frustramos a expectativa de perfeição. Se demorarmos em demasia abriremos precedentes para que a concorrência atenda primeiro aos nossos clientes. Assim o nosso trabalho pode ser em vão, pois o cliente teve suas expectativas satisfeitas, ainda que parcialmente. Acrescente-se que muitas vezes a expectativa era de uma informação que pudesse auxiliar no processo de decisão do cliente. Outras vezes, a ânsia deste cliente esta limitada e basta estar ciente do que ocorre naquele momento ou assunto. Há casos que, ainda que se tenham riscos de má informação, o que se espera é a notícia.

Na sociedade focada na informação que é a nossa, o que é válido hoje, em pouco tempo pode não mais ser. Na sociedade que busca a qualidade a expectativa é de que sempre haverá um jeito de se fazer melhor. Portanto, o ponto de equilíbrio é dado pelo prazo de validade, digamos assim, da informação e pela certeza de que sempre se poderá fazer melhor, mas nem sempre é conveniente. Monitor o impacto destes critérios o tempo todo. Encontre o tempo adequado para atender o seu cliente e envie o produto ou serviço solicitado. Em seguida, a evolução pela qualidade se manifestará ainda que você tenha sido perfeito. Sempre haverá algo para alterar ou melhorar e, começa-se a discutir como fazê-lo. O vai e vem neste caso tende a ser positivo, pois transmite ao cliente a sensação de estar envolvido no processo de execução, torna-se um participante ativo, o que freqüentemente é valorizado. Em relação ao tempo, o seu cliente também foi atendido sem possibilidade para outras alternativas.

O senso de qualidade é muito forte em nós. Não importa o resultado que alcancemos sempre queremos fazer melhor e, encontramos oportunidades. O tempo não pode ser o nosso inimigo. Somente aumentamos a qualidade através da identificação de oportunidades após realizarmos. Portanto, alie-se ao tempo e faça a qualidade - isto se chama melhoria. No seu dia-a-dia atenda ás expectativas básicas dos clientes e, se puder à algumas expectativas adicionais mas, disponha-se a corrigir, a alterar, a rever, a modificar, a melhorar. Quebre o senso de urgência em vários momentos e faça a qualidade.

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A ESCRAVIDÃO DOS BRINQUEDOS ELETRÔNICOS

Tuesday, 22 de July de 2008
Você conhece alguém que vive conectado na web? Tem pelo menos dois ou três endereços de e-mail? Possui I-Phone e I-Pod? Vive com o notebook a tiracolo e dorme com ele ligado sobre as cobertas enquanto tenta assistir o Programa do Jô? Participa de reunião sempre com o celular na mão esperando a próxima ligação ou a próxima mensagem? Não vê a hora de chegar ao escritório para entrar no Outlook e ler centenas de e-mails de utilidade duvidosa? Tem lugar garantido no Orkut, My Space e Hi-5? Alguém que conversa contigo sem desgrudar os olhos do micro?

Você pertence a alguma tribo ou comunidade do Orkut, grupo de amigos no Yahoo, Hotmail ou MSN? Entra no carro e não acalma enquanto não recebe ou faz uma ligação no celular? Fica nervoso quando viaja e não consegue encontrar uma lan house para ler os e-mails? Assinou TV a cabo com tripla função: telefone fixo, entretenimento e Internet? Dirige o veículo passando mensagem e atendendo o celular?

Se você respondeu a qualquer uma das perguntas, cuidado! Esse alguém faz parte da tribo dos brinquedinhos eletrônicos, a qual, aos poucos, vai sendo escravizado por ela. Imagine que há vinte anos vivíamos muito bem sem tudo isso e éramos felizes. Hoje está difícil imaginar o contrário. Como vamos sobreviver sem tudo isso e voltar a ser felizes? Quando voltaremos a dormir oito horas por dia?

Uma das grandes reclamações do mundo corporativo atual é a falta de tempo para cumprir as tarefas transformam um dia de oito horas em um dia de doze horas, no mínimo. Entretanto, entre o tempo de leitura dos e-mails, no período da manhã (entrada) e no período da tarde (saída), são duas horas ou mais de produtividade, sem contar ainda o tempo sacrificado durante o horário de almoço para responder mensagens no Orkut e comprar brinquedinhos eletrônicos na web, depois de uma ampla pesquisa no Bondfaro, Buscapé, Cadê e QueBarato.

Brinquedos eletrônicos são para isso mesmo. Por exemplo, quando você está em viagem e o chefe liga, você não é obrigado a atender, afinal, na área em que você atua o sinal da operadora é fraco. Quando você recebe mensagens de cobrança ou um puxão de orelha por e-mail, melhor ainda, você pode antes pensar na resposta e jurar que ainda não tinha lido. Você lembra que o chefe tem aquele maldito sinalizador para saber se você leu ou não o e-mail, então você nem abre, pois é “chumbo grosso” na certa. Posteriormente, depois que o chefe acalmou, a resposta pode ser aquela do tipo “entendido, chefe, estou correndo atrás, ligo mais tarde” enquanto a secretária dele tenta, desesperadamente, fazer contato contigo.

Todos os seus amigos têm celular, notebooks, I-Phone, Palm e outras parafernálias eletrônicas. A realidade é dura. O seu filho de quatro ou cinco anos não quer mais saber de bola nem de parquinho nem de carrinho. Ele quer mesmo um celular, primeiro porque os amigos de escola têm, segundo porque sua mãe, a avó dele, conseguiu um empréstimo em consignação no banco e prometeu a ele que daria o celular de presente no aniversário.

Considerando tudo isso, você imagina o seguinte: legal, a despesa não vai sair do meu bolso, pelo menos até chegar a primeira fatura da conta telefônica. E quando chega você se põe a esbravejar, afinal, apenas com torpedinhos e acesso aos jogos online, seu filho conseguiu gastar a modesta quantia de R$ 69,90. Deixa ele, diz a avó, pois o pobrezinho não tem noção de valor. Ainda bem que você tem acesso ao Internet Bank e já conseguiu cadastrar a conta em débito automático, ou seja, não há como fugir.

Pensando bem, em vez de gastar esse dinheiro todo sem controle, você acha melhor contratar um plano maior, aquele de R$ 99,90, com acesso ilimitado. Você se anima e quando chega à loja da operadora acaba sendo fisgado pelo sorriso daquela atendente, um graça de menina, que o convenceu a contratar o plano familiar, por apenas R$ 399,90 por mês, com direito a quatrocentos minutos de conversa e mais cem torpedos, exceto as ligações à distancia, é óbvio.

Conclusão: mais um compromisso financeiro assumido enquanto o portão da garagem está caindo, o colchão da cama está afundando e a cortina da sala está sofrível. Tudo bem! O que a gente não faz por um filho? Afinal, ele merece ter tudo aquilo que você não teve quando era pequeno.

Interessante! Agora que o seu filho tem celular e até mesmo o seu antigo notebook para se conectar na web, sozinho no quarto, não há tanta necessidade de você brincar nem conversar com ele. Quando for o caso, você pode passar uma mensagem do seu Palm ou mesmo do celular, da cozinha para o quarto: desça filho, o jantar está pronto. Bjus... Papai.

Brincadeiras à parte, isso é apenas uma idéia do que a escravidão dos brinquedos eletrônicos pode fazer com as pessoas. Quanto ao lado financeiro pode-se pode dar um jeito. Quando o lado emocional é afetado e a pessoa acaba se tornando uma verdadeira alienada, o perigo é iminente. Contudo, por conta da pressão no trabalho, poucas pessoas se dão conta da situação. Resultado: insônia, estresse, infarto, isquemia cerebral, isolamento e outros males que afetam a sociedade moderna.

Existe um número razoável de empresas onde a pressão por resultados é assustadora, entretanto, ao circular pelo ambiente, pode-se notar também um número considerável de profissionais entretidos em sites de relacionamentos, MSN e outros brinquedinhos, independentemente da pressão. O trabalho pode ficar para depois do expediente normal, mas os amigos na mão.

O fato é que você se apaixonou por aquela apresentação do Steve Jobs no lançamento do I-Phone, mas a diferença entre você e ele é de alguns milhões ou bilhões de dólares. Ele ganha para escravizá-lo, mas você não ganha o suficiente para se livrar da escravidão, portanto, o melhor a fazer é repensar a maneira de utilizar os brinquedos eletrônicos. Dizer que você não vive sem eles é uma desculpa muito simplória. O que fazer com eles, de maneira inteligente, sensata e saudável, é o grande desafio. Quem clica, seus males multiplica, diz o ditado na web.

Acredite, existe vida longe do micro, do celular e da Internet. Uma boa conversa entre amigos, um passeio agradável com a família, um bom livro ou uma boa caminhada ao ar livre provocam efeito mais positivo. Ficar ligado na tela do micro esperando a próxima mensagem é tão prejudicial quanto sair de férias e ligar todos os dias para os colegas de trabalho atrás das novidades. Pense nisso e seja feliz!

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Os desafios do varejo

Monday, 21 de July de 2008
Você acredita que as vendas do varejo vão crescer este ano? Você se acha pronto para competir e ganhar mercado? Quais estratégias você pretende adotar? Por que alguns varejistas conseguem atrair milhares de consumidores e outros não? Um novo ano se desponta e os varejistas discutem os últimos ajustes das ações planejadas em busca de crescimento, com a certeza de que o varejo está a cada dia mais dinâmico e desafiador. Nessa aldeia global a competição pela conquista da atenção e do bolso do consumidor deverá ser o principal desafio dos que pretendem ocupar o podium.

O varejo, ao longo dos últimos anos, vem enfrentando, adaptando e superando desafios sublimes. Porém, ele parece ter sempre mais um coelho na cartola. Nas últimas décadas, o varejista deixou de ter somente a loja do vizinho como concorrente para enfrentar, também, novos adversários como a internet, televisão a cabo, comunicação por rádio (nextel), celular, computador, lazer, a falta de tempo do cliente etc. Todas essas novidades desviaram o dinheiro que antes eram gastos nas lojas.

O maior concorrente do lojista não é mais a loja da esquina e sim os gerentes e funcionários da loja da esquina.Os desafios do varejo

Mas, afinal de contas, qual é o principal concorrente do varejista atualmente? Podemos eleger muitos tipos, mas que fique claro que os estabelecimentos continuam e continuarão concorrendo em seus segmentos. O que de fato mudou, e que não deve ser subestimado, é que o maior concorrente do lojista não é mais a loja da esquina e sim os gerentes e funcionários da loja da esquina. Aquele que conseguir agregar mais serviço e oferecer o melhor atendimento vencerá.

Aprendemos durante anos que os quatros Ps (preço, produto, ponto, publicidade/promoção) eram a base para o sucesso do negócio. No entanto, os gurus do marketing apontam outros dois, sem os quais não haverá sucesso: pessoas e paixão. Precisamos considerar que os custos dos melhores pontos estão empurrando o varejista para locais mais distantes dos consumidores. O preço elevado da mídia é proibitivo para o comerciante de pequeno e médio porte. Os produtos estão nivelados pela qualidade e pelo preço. O diferencial fica por conta de equipes de vendas bem treinadas capaz de transformar curiosos em compradores.

O varejista que desejar se manter nos melhores pontos terá de aumentar o volume de vendas e reduzir significativamente os custos operacionais. Neste caso, um dos caminhos a trilhar é reduzir o tamanho da loja. Porém, com vitrines de dois a três metros de extensão, os clientes levarão menos de meio minuto para cruzá-la. Uma pequena parte deles irá parar para olhar. Uma parte menor ainda arriscará entrar para saber mais. E poucos irão comprar voluntariamente. Daí, a dica para que sua vitrine seja atrativa e que do lado de dentro estejam verdadeiros consultores de vendas substituindo antigos e preconceituosos vendedores. Agindo assim, o varejista conseguirá aumentar o fluxo de loja e, conseqüentemente, otimizar a perseguida taxa de conversão em vendas.

"Serviços ao cliente não consistem em satisfação, mas sim em deslumbre".
Chip Bell


Contextualizando, podemos abstrair que o varejo, até algum tempo atrás, perseguiu grandes volumes de vendas tendo como atrativos a qualidade e o designer dos produtos. Em seguida, passou a buscar venda por m2 tendo como "pano de fundo" preços baixos para só então chegar à fase atual que é vender experiência agradável. O que muda é que neste novo cenário o cliente compra primeiro o consultor de vendas, em seguida a marca e a loja e, somente depois disso é que comprará o produto.

Dicas de sucesso:

- Busque investir no público de terceira idade, pois ele é o que mais cresce atualmente no Brasil;

- Atenção às classes C, D e E. Juntas elas representam 48% do consumo nacional;

- Desenvolva mecanismos que facilite o crédito. Quando a grana está curta o crédito poderá ser uma ótima opção para incrementar vendas;

- Invista na sua equipe. Consultores de vendas bem treinados em atendimento, técnicas de vendas e negociação podem fazer a diferença;

- Tecnologia assistida. Com lojas menores o lojista pode optar pelos melhores pontos e instalar no seu interior terminais de vendas (utilizando a internet);

- Facilite a experiência de compra. Se possível, permita que o cliente conheça o produto antes de comprá-lo. Ex: fábrica de brinquedos que criam espaço para as crianças brincarem;

- Busque a fidelização dos clientes: conhecer bem o consumidor (estilo de vida, comportamento, hobby etc) pode ajudá-lo a otimizar a verba de propaganda;

- Respeito aos padrões morais e éticos. Exploração do trabalho infantil, produto que agride o meio ambiente etc, podem causar enormes danos à imagem do negócio;

- Cultive ambiente atrativo: cuidar da iluminação, cores, piso, limpeza e selecionar as músicas adequadas para a loja podem ser um apelo importante para conquistar a atenção do cliente;

- Escolha do local. Ao escolher o ponto, foque o segmento de mercado que deseja atuar;

- Agregue serviços ao produto. Oferecer comodidade ao cliente como, por exemplo, computadores com internet e serviço de transporte para buscar e levar os clientes são apreciados.

Pense nisso e muito sucesso,