Sérgio Dal Sasso
Sexta, 22 de Maio de 2009
Se incluirmos a palavra crise em qualquer situação que vivenciamos, isso é quase
como água sem “sonrisal”, num sinal de que as coisas vão ficar mais difíceis.
Quando deparamos com o que classificamos como dificuldades, temos como reação
imediata o sentimento de impotência, pois numa análise simples o que
consideramos como difícil está atrelado com o nosso lado eternamente não
preparado, que naturalmente sempre criará “nebulosidades” pelo não entendimento
do como agir.

A questão maior disso tudo, não é o estado e grau problemático das situações
desafiadoras, mas o como estamos adequados ou não para resolvê-las, no sentido
de saber dimensionar o conteúdo das atitudes para quando for necessário desviar
ou enfrentar para estabelecer o ponto da continuidade.
É por essas razões que tanto se fala da necessidade do saber visualizar as
oportunidades em qualquer situação, pois quando a mente está ativada, ela estará
ocupada com as tentativas pela produção de coisas melhores, sem muito espaço
para se ficar pensando sem agir em relação ao que podia ter sido e não foi.
É por ai que entendemos o quanto é importante o recheio das atitudes e a forma
do como visualizamos e agimos em cada situação, já que um “sim eu quero!” pode
ser tanto usado para aceitar um casamento, como se divorciar do mesmo.
A sustentação de tudo deve evitar os nossos naturais impulsos imediatistas, que
mesmo sendo mais fáceis em certos momentos, na maioria das vezes não estão
devidamente embasados e normalmente nos levam a um acumular de um monte de
situações mal resolvidas, mas que no transcorrer do tempo serão sempre cobradas.
O comportamento mais adequado dessa vida em relação aos meios adversos tem a ver
com o conseguir um ponto de equilíbrio, aonde as dimensões das variáveis
positivas e negativas nunca devem se distanciar demasiadamente além dos limites
do nosso perfil comportamental. Esse é o “time” que definirá o seu padrão
pessoal de segurança.
Tempo ruim depende de ventos, ventos dependem das variáveis climáticas, e por
tanto, nossa exposição para agir, deve levar em conta até um guarda chuva, pois
o céu azul pode ser bom para você, mas não ter a mesma percepção do outro.
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Wagner Campos
Segunda, 18 de Maio de 2009
Nossa semelhança com outras pessoas muitas vezes é encontrada entre as enormes
diferenças. Pensamos, agimos e nos comportamos de formas desiguais. Tudo isso
porque nossos valores pessoais são distintos. Afinal, fomos criados por pessoas
diferentes, escolas e religiões, cidades e bairros diversos.
Parece verdadeiro o ditado que afirma que os opostos se atraem. Talvez seja por
isso que nos relacionamos com tantas pessoas com experiências e comportamentos
distintos e se algumas vezes nos desentendemos, também aprendemos muito com
elas.

Há pessoas que acertam, acreditando que não terão sucesso, que tudo é difícil e
que as facilidades existem apenas para os outros. E há aquelas que também
acertam, confiando que terão sucesso, que as dificuldades são produtivas, pois
provocam o interesse para a criatividade, desenvoltura e os meios de se
conseguir alternativas.
Em qualquer desses casos as pessoas podem ter razão, pois com certeza
conseguirão o resultado daquilo que realmente acreditam, de forma positiva ou
negativa.
Sem preparo, temos maior dificuldade em enfrentar desafios. É necessário
realizarmos uma auto-análise e compreendermos inicialmente nosso comportamento e
atitude, para posteriormente tentarmos entender as pessoas com as quais nos
relacionamos.
O sucesso é gratificante, mas o caminho até ele pode ser repleto de armadilhas e
incertezas. Armadilhas que somente serão superadas mediante um bom planejamento.
E esse planejamento será bem desenvolvido no momento em que soubermos qual é
nossa meta.
Não basta fazermos algo, é necessário acreditarmos no que estamos realizando, no
que queremos, e lutar para obtermos sucesso em nossas ações.
A distância do sucesso depende de sua determinação e do tamanho de seus passos
para chegar até ele. Como diz um ditado chinês, para se chegar a longas
distâncias é preciso dar o primeiro passo.
E esse caminho a ser percorrido depende da precisão de seus passos. De sua
segurança, determinação e motivação para dar os demais passos em direção ao que
você deseja e acredita.
É preciso estar automotivado a alcançar e superar suas metas e objetivos. A
Motivação não pode depender de incentivos externos, e sim, internos. De
realmente querer ser, saber e fazer.
Temos liberdade de escolher quais serão os caminhos, ações e como desenharemos
nosso futuro. Tudo é uma questão de escolha.
Em qualquer das direções que desejar seguir, pelo caminho que optar percorrer,
tenha em mente apenas uma coisa: A escolha é sua, logo, a decisão também! Ou
seja, você projeta o seu fracasso ou sucesso!
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Ânderson Quadros
Sexta, 15 de Maio de 2009
A despeito dos dez anos que me dedico à análise e à gestão de projetos,
ainda me espanta a freqüência com que organizações das mais diversas dimensões e
culturas se mostram eminentemente propensas a falhar na implantação de suas
estratégias, em especial em decorrência de más gestões da comunicação.
A propósito desse tema, Kaplan e Norton (2005) identificaram que apenas 5%
dos colaboradores das grandes empresas têm conhecimento e compreendem a
estratégia das organizações às quais estão engajados. Um dado intimidador,
esse número coloca em cheque a eficácia e a eficiência de mecanismos produtivos,
representando o abismo existente entre diversas áreas que deveriam, por
princípio, compor um time unificado.
Partindo dessa observação, proponho uma reflexão sobre um novo modelo de
Escritório de Gestão, com fundamentos não apenas para definir, observar e
reportar questões referentes às questões técnicas de Planejamento Estratégico,
mas capaz também de adaptar e integrar filosofias distintas, tornando realmente
tangíveis e claros os objetivos da organização.

Gestão e Planejamento Estratégicos
Gestão Estratégica (SEM) é um modelo formado por estruturas de relacionamentos e
processos a partir dos quais são analisados ambientes, estabelecidos objetivos,
definidas metas e examinados os desempenhos dos diversos níveis de
infra-estrutura da organização, em um processo contínuo e iterativo que busca
manter a organização na direção planejada, rumo a seus objetivos. Na prática,
contudo, muitas vezes o Escritório de Planejamento Estratégico é estabelecido em
um patamar distante das operações, dos projetos e da infra-estrutura da empresa,
o que resulta em fragilidade na integração entre o Planejamento Estratégico e os
colaboradores locais.
Minha proposta, elaborada a partir da análise de cases bem sucedidos, apresenta
um modelo de escritório de gestão que unifica Escritório de Gestão
Estratégica (OSM), Escritório de Projetos (PMO) e Escritório de Processos (BPMO),
buscando suprimir visões conflitantes e esforços em duplicidade, que atualmente
resultam na falta de inteligibilidade das mobilizações realizadas dentro da
organização.
Um novo modelo de Escritório
A adoção de um escritório de gestão robusto e integrado, além de otimizar a
competência de cada grupo, favorece a identificação de gargalos, a redução de
processos desnecessários, o gerenciamento de riscos e, em especial, propicia
a devida difusão da informação, em todos os níveis e escalas da cadeia de valor.
Adicionalmente, proponho que esse escritório não seja formado apenas por
especialistas nas áreas gerenciais, mas também por colaboradores das linhas
funcionais, geralmente mais aptos a identificarem disparidades entre
especulações científicas e ações de linha-de-frente. Dessa forma, os integrantes
desse escritório tornam-se mais capazes de visualizar e compreender o
funcionamento global da máquina corporativa, maximizando os esforços coordenados
de todos os colaboradores da corporação e aprimorando o processo de tomada de
decisões.
Em busca de uma nova CULTURA ORGANIZACIONAL
Com esse novo modelo de escritório em ação, busca-se a definição de boas
práticas moldadas à realidade de cada empresa. Somente então parte-se para a
tradução do Planejamento Estratégico em projetos e processos tangíveis, claros e
mensuráveis, que sejam largamente reconhecidos pelos colaboradores da
organização, bem como alinhados às competências e infra-estrutura da empresa,
estimulando uma profunda Mudança Cultural em busca da excelência produtiva.
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Mateus Paulini
Quinta, 14 de Maio de 2009
Para aumentar a interação entre os leitores do Portal da Administração,
implementei uma interessante ferramenta chamada “Google Friend Connect”.
Esta ferramenta foi implementada em dois formatos, o primeiro é a exibição dos
membros como pode ser observado no sidebar (ao lado direito), o outro é a
utilização para publicação dos comentários. Para facilitar o entendimento
observe as imagens abaixo:

Desta forma, é possível os leitores cadastrarem-se (clicando no botão “seguir”)
no Portal da Administração, podendo depois adicionarem outros leitores como
amigos e abranger a discussão sobre administração de empresas e todos os temas
relacionados.
Os comentários dos artigos á partir de agora também utilizam esta nova
ferramenta, sendo necessário o cadastro do leitor que deseja contribuir com
alguma sugestão, dúvida, complemento do artigo e etc...
Implementei esta importante ferramenta de rede de relacionamento não apenas para
interação dos leitores do Portal da Administração com os colunistas, mas também
e principalmente dos leitores com outros leitores, contribuindo assim para a
disseminação de conhecimento e relacionamento entre todos.
Então, cadastrem-se e participem!
Se alguém quiser comentar algo, fique á vontade.
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Marcelo Miyashita
Terça, 12 de Maio de 2009
O estudo do marketing vem aprimorando cada vez mais suas ferramentas. No
início, marketing era simplesmente estudar o mercado e sua composição,
depois, partiu para o desenvolvimento de produtos e, na metade do século
passado, para o estudo do preço, da distribuição, dos serviços, da logística e
da comunicação sob a ótica do cliente. Quanto mais profundidade, mais valor é
dado a cada aspecto da relação de consumo e compra, ampliando a abrangência das
atividades de marketing.
Hoje, estamos na era do relacionamento, que é um passo à frente da era anterior,
a era do cliente – em que todas as decisões de marketing eram tomadas
colocando o cliente como centro, mas ainda enxergando esse cliente como o
prospect a ser conquistado. Os profissionais dessa era tornaram-se especialistas
em conquistar clientes, puxando-os para o ponto-de-venda e conseguindo sua
conversão. Inclusive, é por essa capacidade, importante para os negócios, que o
profissional de marketing é conhecido até hoje.

A era do relacionamento
Porém, a competitividade faz da melhoria contínua uma necessidade. O
aprimoramento e a inovação são questões básicas para continuar vencendo a
concorrência, cada vez maior, no mundo dos negócios. Já não é suficiente
conquistar o cliente uma vez, é preciso conquistá-lo sempre, mantendo-o fiel o
maior tempo possível, de preferência durante todo seu ciclo como consumidor.
Essa é a era do relacionamento, em que vivemos atualmente. Com o cliente mais
crítico, consciente dos seus direitos, com percepção afinada de qualidade e com
conhecimento das opções existentes no mercado. Nessa situação, mais que tentar
oferecer mais e mais a todo momento, o que tem um limite, o importante é
conseguir compreendê-lo e, na medida do possível, oferecer-lhe um atendimento
mais prestativo, com mais serviços, qualidade e personalização.
Muitas empresas têm buscado esses objetivos, algumas se tornam referências, mas
estas ainda são poucas e, por isso mesmo, admiradas e reconhecidas como de
excelência. No entanto, da mesma forma que a melhoria contínua fez as
ferramentas da era do cliente serem trabalhadas por todas empresas, diminuindo
sua diferenciação de marketing, esse movimento tende a acontecer também na era
do relacionamento. Poderá chegar um dia em que atendimento de alto nível ao
cliente será comum para todas as empresas. A partir daí, qual será o novo
paradigma?
A era do buzzmarketing
Antes, bastava colocar o produto à venda, pouco tempo depois, isto já não era
mais suficiente - era necessário trabalhar a melhor combinação de oferta e
dispor o produto certo, na hora certa, no lugar certo e com a comunicação certa.
Agora, quando todos já dominam ou buscam dominar essa prática, tornam-se
importantes o relacionamento e a proximidade com o cliente. E quando estas
tornarem-se práticas constantes nas organizações, o marketing irá caminhar para
o estudo das conseqüências, positivas ou não, das próprias ações de marketing,
nas opiniões dos clientes e das pessoas que se relacionam direta ou
indiretamente com a organização em todos os níveis, os chamados stakeholders
– público agente, influenciador, com poder e voz para disseminar posições e
imagens favoráveis ou difamatórias.
Cada vez mais as organizações buscam se preocupar com a sua imagem “falada”,
que é diferente da imagem publicitária, oficial, transmitida pelos canais
formais de comunicação. A imagem comentada é aquela transmitida nas conversas
entre amigos, é o burburinho, o buxixo, enfim, o boca-a-boca. É sabido que uma
opinião transmitida por alguém que conhecemos, e a que damos crédito, é tão ou
mais forte que uma mensagem transmitida pela própria empresa ou por seus
vendedores.
A questão é como podemos, de forma gerencial, influir nesse processo, que sempre
aconteceu informalmente. Ou seja, como as organizações podem promover e
disseminar o boca-a-boca e, ainda por cima, positivo. Há no mercado editorial
várias obras que abordam e buscam responder a essa questão diretamente
(recomendo os títulos: Buzzmarketing, da editora M.Books; e Marketing IdeiaVírus,
da Campus) e outros que abordam a questão das redes de relacionamento (Wikinomics
– como a colaboração em massa pode mudar o seu negócio, da Nova Fronteira; e O
Ponto de Desequilíbrio, da Rocco). Muitos profissionais vêm estudando esses
assuntos, também influenciados pelo poder disseminador da Internet e suas trocas
constantes de informações via e-mails.
Gestão do buzz
Do muito que já foi publicado, que ainda é pouco se comparado ao que vai
acontecer nos próximos anos, listo algumas recomendações para as organizações
interessadas em estudar e gerir o buzz em volta de sua marca e ações:
- Gerencie muito bem a expectativa e a entrega. É a velha lição de casa.
A satisfação vem dessa boa gestão, portanto, é importante ser prudente na
promessa e rigoroso no controle da qualidade dos produtos e serviços. É daí que
nasce a reputação: da expectativa atendida continuamente.
- Dê atenção a quem lhe dá atenção. Há clientes que se aproximam mais,
seja para aprender e colher mais dados, seja para reclamar e exigir seus
direitos. Nunca deixe de atendê-los, ouvi-los e respondê-los. O pior para sua
imagem é não dar atenção a quem resolveu se aproximar. O ponto crítico é que,
para dar essa atenção a mais, será preciso investir mais no atendimento e nos
canais de atendimento, será preciso criar processos de feedback e gerenciar
também esse grupo de clientes.
- Dissemine seu conhecimento e seja falado por isso. Clientes não compram
apenas seu produto. Compram sua história, sua técnica e sua experiência.
Dissemine seu saber, crie narrativas em volta do seu produto e da sua
organização, quanto mais o cliente aprender, mais ele terá o que comentar e mais
significados ele encontrará para manter-se cliente. A disseminação,
inicialmente, é promovida pelos meios de comunicação formais, mas sua força vem,
principalmente, do envolvimento das pessoas, clientes e stakeholders, que
replicam suas opiniões e experiências para frente.
- Crie redes formais e alimente seu crescimento. Não há nada mais
eficiente que clientes satisfeitos se conhecendo e trocando suas opiniões. Por
isso, uma organização pode se colocar também como um “hub” – um conector entre
as pessoas que se relacionam com elas, formando redes de relacionamento e
estimulando seu desenvolvimento. Quanto mais conexões, formando grupos, clubes e
clusters, uma organização conseguir criar, mais as pessoas se manterão à sua
volta, comentando. Para isso, será necessário também, continuamente, alimentar
essa rede com mais conhecimento e, principalmente, com novidades. O que mantém
essas redes ativas é seu compromisso em alimentá-las.
O buzz, além de manter clientes, tem poder para trazer novos. Verifica-se isso
em qualquer pesquisa com novos clientes. A opção “conheci por indicação e
comentários de amigos e colegas” sempre recebe muitas afirmativas. O ponto é que
esse resultado costuma ser tratado como conseqüência natural do bom marketing.
Porém, num ambiente cada vez mais concorrencial, com boas práticas de marketing
da era do cliente e do relacionamento, torna-se importante enxergar o buzz e seu
valor para os negócios. Portanto, não é só saber o quanto sua marca é conhecida,
mas como ela é reconhecida e comentada pelas pessoas que têm contato com ela. Ou
com as pessoas que têm contato com as pessoas que têm contato.
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